Mercado de ações abre semana em forte queda
Mercado de ações abre
semana em forte queda
Agência Estado
Nesses próximos dias, só mesmo o baixo preço de algumas ações ou notícias sobre o processo de privatização de Telebrás poderão atrair os investidores, locais e estrangeiros, para as Bolsas e permitir uma recuperação do mercado. Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou o menor volume do ano, R$ 256,349 milhões. É verdade que os feriados em mercados como o de Nova York e Londres acabaram retirando o referencial para os aplicadores, que, por isso, preferem permanecer fora do segmento de ações. Mas também é verdade que as Bolsas contam com motivos de sobra para ter fechado o pregão de ontem com desempenho negativo. A de São Paulo caiu 2,19%.
Lá fora, segundo o superintendente de Estudos Econômicos do Banco Pontual, Carlos Guzzo, os focos de preocupação vêm da Rússia, que conta com baixos níveis de reservas cambiais, mas com compromissos no exterior vencendo no curto prazo, o que pode levar o país a enfrentar uma crise cambial - em Moscou a Bolsa fechou com queda de 5,31%; do Japão, com a maior queda do iene nos últimos seis anos frente ao dólar, expondo a fragilidade da economia japonesa - em Tóquio a Bolsa caiu 0,11%; e da Coréia, onde a perspectiva é de que a greve pode gerar uma crise social - a queda da Bolsa da Coréia foi de 6,78%.
Não bastassem esses acontecimentos, que acabam minando a confiança nos países emergentes, o cenário interno também não tem ajudado o mercado. As projeções de crescimento do déficit público para este ano, a queda do presidente Fernando Henrique Cardoso nas pesquisas eleitorais, o clima de tensão política com os saque no Nordeste, tudo isso tende a retrair o investidor, especialmente os internacionais.
No mercado à vista, os segmentos de dólar e juros tiveram pequenas oscilações, mas refletiram o clima de nervosismo nos mercados futuros.





