MERCADO DE AÇÕES - Momento exige cautela do pequeno investidor
A ameaça de calote dos Estados Unidos e o rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de verificação de risco Standard & Poors refletiu nas bolsas de valores de todo o mundo nas últimas semanas. A instabilidade do mercado fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechar na segunda-feira retrasada com queda de 8,08%, abaixo dos 49 mil pontos, o menor patamar desde abril de 2009. Na terça (9), a Bolsa se recuperou, fechando na maior alta desde outubro 2009, em 5,1%.
Desde o início do ano, o Ibovespa, principal índice das ações brasileiras, acumula queda de 26,19%, enquanto fundos de renda fixa como poupança e CDB renderam entre 5% e 6%. A FOLHA ouviu especialistas para saber como deve se portar o pequeno investidor em relação ao mercado de ações.
Charles Vezzozo, especialista em finanças pessoais e corporativas, ressalta que o momento não é bom para investir em ações. Uma ação é o pedacinho de uma empresa e para investir nela é preciso saber como ela é gerenciada, perspectivas do seu segmento, entre muitos outros fatores. E isso não se faz do dia para noite. Para aqueles que compraram papeis recentemente e não sabem o que fazer, a orientação de Vezzozo também é esperar.
Yuri Lazarini, operador da TOV Corretora, lembra que a questão da dívida dos EUA nunca havia acontecido antes. Portanto, ainda não é possível medir os seus efeitos. Ele pontua que neste primeiro momento o mercado brasileiro está sofrendo porque a presença de investidores estrangeiros no País é muito forte. Eles estão procurando liquidez, e portanto, saindo de investimentos de risco.
● As Bolsas de Valores referem-se a mercado organizado onde se negociam as ações de empresas e títulos de créditos
● É um conceito econômico que considera a facilidade com que uma ação, por exemplo, possa ser convertida em dinheiro





