Em Londrina, o ''Mercado das Pulgas'', feira realizada aos domingos no Shopping Quintino (Rua Quintino Bocaiúva, 812, área central), preenche a lacuna do comércio garageiro de objetos usados, ainda não difundido na cidade. O espaço é utilizado tanto por aqueles que buscam se desvencilhar de itens pessoais, quanto por gente que compra e vende antiguidades.
A feira foi inaugurada em outubro de 2003 e atualmente tem nove vendedores cadastrados. Um deles é a professora Catarina Sirosse, que define como um ''hobby'' sua participação no evento. Acompanhada do marido, que é engenheiro, ela vende desde moedas até móveis.
''Eu costumava comprar móveis antigos para mim e, quando achava alguma coisa mais interessante, queria vender um para adquirir outro. Fazia isso por meio de anúncios em jornal, esporadicamente, até me instalar no Mercado nas Pulgas'', conta.
O preço dos itens comercializados na banca da professora variam entre R$ 1,00 e R$ 1 mil. Um dos mais raros é um telefone de origem norte-americana fabricado em 1913 - e que funciona. Além dos produtos exibidos na feira, Catarina oferece vários móveis antigos que podem ser conferidos por meio de fotografias.
Para o terapeuta Eduardo Yoshio Nisioka, o Mercado das Pulgas representa a chance de passar para a frente, pouco a pouco, as dezenas de objetos que adquiriu no Japão quando morou naquele país, e que acabou nunca usando. ''Se eu deixar na minha casa, ninguém vai comprar. Aqui a gente negocia, o cliente chora, eu abaixo o preço. Pelo menos não estou entregando de graça'', afirma.
Nisioka garante que grande parte de seus produtos, todos de origem japonesa, não têm similares em Londrina. São bijuterias, acessórios, perfumes e utensílios avançados como o barbeador computadorizado que controla o tempo de uso ou o limpador de ouvidos com luz automática.
Segundo a gerente do Shopping Quintino, Mercedes Avila Garcia, a participação no Mercado das Pulgas não tem nenhum custo para os comerciantes. ''O espaço é cedido como forma de incentivar a formação desse mercado em Londrina, que já é consolidado nas capitais'', explica. A feira está aberta para novos comerciantes ou para quem quiser vender ou trocar produtos com os expositores. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (43) 3322-0404.

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