Brasília - O mercado de trabalho registrou, pelo quinto mês consecutivo, saldo positivo para o emprego formal. Em maio, foram criadas 291,8 mil vagas com carteira assinada, um aumento de 1,23% em relação ao mês anterior. As contratações totais no período somaram 1,031 milhão e as demissões, 739 mil.
Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho que foi divulgado ontem. É o quinto mês consecutivo em que o mercado de trabalho registra saldo positivo para o emprego formal.
De acordo com os dados do Caged, no ano, as contratações líquidas totalizam 826,7 mil, um aumento de 3,55% sobre dezembro de 2003. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, afirmou que o resultado de maio reflete a retomada da atividade econômica, que vem sendo puxada pelas exportações. ''É um ciclo de retomada de crescimento em que nós temos a manifestação no nível de empregos formais'', afirmou Berzoini.
Segundo ele, é possível até que o País possa estar entrando em um período de queda do nível de emprego, quando a demanda por emprego será inferior que a geração de novos postos de trabalho.
De acordo com o Caged, a agricultura foi, em maio, um dos principais dinamizadores do mercado de trabalho formal, ao elevar em 6,67% a oferta de novas vagas. Esse movimento é sazonal, em razão do início da safra agrícola. Em 2004, o setor já acumula alta de 11,03% no número de trabalhadores, o que representa 137,9 mil novos postos de trabalho.
A indústria da transformação teve um saldo líquido de novas contratações de 89,5 mil, o que significa um aumento de 1,6% em relação a abril. Esse incremento foi sustentado por resultados da agroindústria, representada pela indústria de alimentos e bebidas, com expansão de 3,67% do nível de emprego.
Segundo informações do Ministério do Trabalho, neste ano, os setores que têm se beneficiado do desempenho externo têm mostrado maior elevação no nível de emprego formal, como a indústria de couros e peles, indústria de calçados e indústria do transporte.
No entanto, em maio, os setores ligados à demanda interna foram os que apresentaram maior expansão no nível de emprego, como a indústria de material elétrico e eletrônico, com expansão de 1,12%.
Por região, o Estado de São Paulo foi o que gerou um número maior de contratações líquidas, de 113,7 mil; seguido de Minas Gerais, 54,9 mil; e Paraná, 25,1 mil.

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