Da Redação
O comportamento do mercado da soja confirma previsão feita no dia 11 de junho - neste jornal - pelo professor Ismael Mologni, de Londrina. Naquele momento de incertezas, com tantas variáveis exercendo influência sobre o futuro do mercado, com o câmbio flexibilizado, Mologni projetou R$ 20,00/saca, para outubro, ou 530 centavos de dólar a 600 centavos de dólar/bushel; está em US$ 530 centavos, para início do ano. O próprio Ismael, entrevistado ontem por este jornal, observou que realmente os preços estão se confirmando: esta semana, o preço bateu nos R$ 18,30/saca, em condições normais de mercado, e R$ 18,80/saca para o próximo dia 14, nas cooperativas do Paraná. Os preços atuais representam alta de 34% sobre os preços do início de junho.
Com o dólar passando de R$ 2,00 no início do ano, o preço da soja entre US$ 10,00 e US$ 11,00/saca (R$ 22,00/saca), nível de produtor, o mercado pode ser considerado atraente, acima das médias históricas de anos normais. ‘‘Confirmada a queda da safra norte-americana, o preço pode até subir mais um pouco’’, segundo Mologni.
O economista Mologni, ao analisar todas as variáveis de mercado - que agora se confirmam -, previu, na oportunidade, que o próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acabaria por diagnosticar alguns motivos para levantar um pouco o mercado, caso este se mostrasse muito baixo. Quando se trata de uma commoditie importante como a soja, não há interesse nem do mercado, nem do governo dos Estados Unidos, em manter os preços baixos. A redução anunciada ontem (matéria principal desta página) confere certa sustentação ao mercado. Boa remuneração ao produtor significa sustentação do mercado de insumos, equipamentos, etc.
Hora de investir Na opinião do economista Ismael Mologni, o agricultor deve investir na próxima safra porque o mercado será favorável. ‘‘Queda na produtividade neutraliza os ganhos via preços’’, observa. Por esta razão, o produtor deve usar insumos dentro das recomendações técnicas; deve fazer um bom manejo da lavoura e evitar perdas na colheita. Outro bom investimento, segundo Mologni, é na aquisição de máquinas modernas que racionalizam custos operacionais e de manutenção e reduzem perdas na colheita. E, na hora de comercializar, ficar de olho no mercado.

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