Mercado concentra ações em negócios de curto prazo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de outubro de 1998
Agência Estado 
O mercado financeiro tem tocado os negócios em ritmo lento à espera de indicações mais claras sobre as medidas de ajuste fiscal, a possível reação do Congresso a elas e da formalização de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Tudo indica que apenas a partir da definição dessas questões pendentes é que o investidor deve tomar iniciativas nos diversos segmentos do mercado financeiro.
Enquanto isso, as atividades devem permanecer concentradas em negócios de curto prazo, uma tentativa de diluir riscos de perda diante de suspostas frustrações de expectativas em relação às medidas de ajuste e acordo internacional. É por aí que a possível divulgação do pacote fiscal apenas depois da segunda rodada de eleições parece ter aborrecido principalmente os investidores em ações.
A Bolsa de São Paulo fechou o pregão com desvalorização de 2,61%. O volume negociado foi de R$ 421,073 milhões. Embora 5,4% superior ao do dia anterior, o movimento financeiro permanece baixo, porque os investidores aguardam decisões que apontem para o início de superação da crise para retomar a compra de ações.
Entre as 57 ações do Índice Bovespa (IBovespa), as maiores altas foram Ceval PN, 11,5%; Telerj Celular PNB, 8,1%; Telesp Celular PNB, 7,7%; Souza Cruz ON e EBE PN, 5,2%. As maiores baixas, Sharp PN, 14,8%; EMAE PN, 13,3%; Acesita PN, 13,2%; Klabin PN, 12,5%; e Cosipa PNB, 11,7%.
O vencimento dos contratos futuros de Índice Bovespa (IBovespa) não provocou maiores oscilações de preço e tampouco a proximidade do exercício final de opções, na segunda-feira, promete emoções mais fortes. A Bolsa do Rio caiu 1,8%.


