SÃO PAULO - A General Motors acredita que o mercado automotivo na América Latina crescerá, no máximo, 2% em 2012. A estimativa da empresa é que após esse período voltará a expandir-se mais rapidamente, o que permitirá um crescimento médio de 5% nos próximos cinco anos.

A afirmação foi feita hoje pelo presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, que reuniu executivos da empresa na região em São Paulo para encontro com a imprensa. Suas estimativas para as vendas especificamente da GM na América Latina é de 1,1 milhão de unidades em 2012 e de chegar a 1,4 milhão de veículos por ano até 2015.

"No Brasil, o crescimento deve ser de 1,5% a 2%, no máximo", disse.

Os estoques da GM no Brasil equivalem hoje a cerca de 33 e 35 dias de vendas. O normal, segundo a própria empresa, é em torno de 30. "Devemos equilibrar os níveis de estoque até o final do ano", afirmou Ardila.

Segundo ele, a valorização do real, assim como o custo Brasil, como os custos trabalhistas e impostos, fizeram com que as exportações da unidade brasileira caíssem de cerca de 120 mil unidades por ano, para algo em torno de 80 mil. "Tivemos um recuo em torno de 30%", disse.

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