As vendas de material de construção no varejo recuaram 7% em outubro frente a setembro, de acordo com pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), realizada em parceria com o Ibope Inteligência. No acumulado do ano, porém, as vendas no varejo mostram acréscimo de 9% e de 10%. A expectativa da Anamaco é fechar 2010 com um crescimento de 11% sobre 2009, quando o setor bateu recorde de faturamento histórico de R$ 45,04 bilhões.
No Estado, a expectativa para o final do ano também é positiva. Segundo Adriano Montanari, presidente das Associações dos Comerciantes de Material de Construção do Paraná (Fecomac) - que reúne mais de três mil lojas no Estado - apesar de outubro ter sido fraco, novembro já começou ''acelerado'' nas vendas. ''Com a entrada do décimo terceiro salário, esperamos que as vendas sigam num bom ritmo em dezembro e janeiro'', afirma.
Entre os motivos da queda nas vendas em outubro, Montanari aponta as eleições - que deixam o consumidor um tanto inseguro quanto ao futuro da economia no País -, a greve dos bancários e a dificuldade de mão de obra especializada na construção civil. ''Acreditamos que foi uma soma de fatores'', diz. Ele lembra que no final de setembro as vendas já começaram a cair por causa das chuvas em determinadas regiões do Paraná.
Montanari acredita que a vitória de Dilma Rousseff (PT) nas urnas pode transmitir ao consumidor, em especial o beneficiado pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida, a ideia de continuidade na construção de sua casa. Quanto à desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) nos materiais - que por enquanto deve vigorar até 31 de dezembro -, o presidente da Fecomac aposta na prorrogação do prazo.
''Como o custo dos projetos dentro do Minha Casa, Minha Vida já foi feito dentro desses patamares (com redução de IPI), acredito que o governo federal acabe prorrogando o prazo para garantir continuidade do programa'', espera.
Caso o prazo seja mantido, os produtos que tiveram benefício da desoneração - a cesta básica dos materiais de construção - devem ficar 8% mais caros a partir de 1º de janeiro.
Em relação aos preços dos materiais em geral, Montanari informa que alguns itens ficaram mais baratos na comparação com o primeiro semestre. Um exemplo são os derivados do aço. ''Uma barra de ferro que custava entre R$ 21 e R$ 22 hoje está em torno de R$ 16 e R$ 17. Prego e arame também apresentaram queda. Já tijolo, que sempre sobe no inverno, já começou a recuar, com queda de 5% a 6% (em relação ao inverno)'', aponta.

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