MERCADO AQUECIDO - A reinvenção dos bonés
O cenário é promissor: empresas com maquinário milionário, criação de produtos diferenciados e ações de marketing que atinjam todo o Brasil. Se para sobreviver é preciso reinventar, as indústrias de bonés de Apucarana estão no caminho certo. Com uma produção de seis milhões de peças mês e um faturamento que supera os R$ 30 milhões, as 200 indústrias do munícipio estão conseguindo transformar o boné de um simples artigo promocional para um acessório fundamental na moda.
Segundo Jayme Leonel, coordenador do grupo gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) de Apucarana, essa mudança de pensamento na confecção do artigo fez toda a diferença para aumentar o faturamento nos últimos anos, com crescimento médio de 10% ao ano, de 2003 a 2008. A valorização do produto pelas grandes magazines tem impulsionado o negócio.
No último mês de julho, foi sancionada uma lei federal que finalmente tornou Apucarana a Capital Nacional do Boné, o que fez com que a responsabilidade sobre a criação de novos produtos ficasse ainda maior. Um dos que apostam no novo incentivo ao produto é o empresário Rodrigo Begalli que investiu R$ 5 milhões em maquinário para a produção dos novos bonés e espera fechar o ano com faturamento de R$ 15 milhões
● Com foco na expansão de mercado, a indústria local está trabalhando para que o boné seja obrigatório no uniforme escolar
● A produção apucaranense de bonés chega a seis milhões de peças/mês





