Mercado aprova troca de ministro
Agência Estado
De São Paulo
O mercado reagiu com tranquilidade à demissão do ministro Clóvis Carvalho. Avalia-se que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tinha escolha, depois do atabalhoado discurso de Carvalho durante seminário promovido pelo PSDB. Existia expectativa quanto ao anúncio do novo nome, mas sem ansiedade. Alcides Tápias foi confirmado depois do fechamento do mercado (leia no Primeiro Caderno).
A permanência de Malan implica a manutenção de Armínio Fraga no comando do Banco Central e a segurança de que a atual orientação sobre a moeda não muda.
A sonolência no mercado foi motivada pelo feriado em Nova York (Labour Day) e pelo 7 de Setembro doméstico. A Bovespa oscilou entre uma valorização de 0,29% e uma queda de 0,39%, para fechar em ligeira alta de 0,26%. O volume negociado, de R$ 54 milhões, foi o menor do ano. No Rio, o IBV subiu 0,16% e houve giro de R$ 1,136 milhão.
Os mercados cambial e monetário também não registraram emoção. O dólar à vista fechou em baixa de 0,52%, cotado a R$ 1,904. Na BM&F, os contratos para vencimento em outubro e novembro recuaram 0,54% e 0,51%, para R$ 1,9185 e R$ 1,9400, respectivamente. A valorização do real foi a resposta do mercado ao anúncio, sexta-feira à noite, de novas emissões de NBC-E, em três lotes, no valor de face de R$ 15 bilhões.
Na quarta-feira, o BC leiloa 500 mil NBC-E (do estoque anterior), com emissão em 17/9/99 e vencimento em 8/3/2001. Na sexta, a oferta será de 2,300 milhões, emissão em 20/9/99 e vencimento em 15/3/2001. É hedge para mercado nenhum pôr defeito.
No mercado cambial, o BC realizou uma intervenção pela manhã, doando recursos no over às 19,51%. Na BM&F, os juros futuros encerram o dia apontando as seguintes taxas (todas em queda ante sexta-feira): mês presente, 1,506%; outubro, 1,49%; novembro, 1,63%; e dezembro, 2,03%.





