A possibilidade de redução da Selic para 16,5% (confirmada à noite) e a retirada do viés estavam entre as apostas feitas ao longo do dia no mercado de juros, embora as hipóteses mais pessimistas – manutenção da Selic em 17%, com viés neutro, ou manutenção em 17% com viés de baixa – parecessem mais fortes, uma vez que os juros futuros fecharam em alta.
O mercado estava mais pessimista porque foi afetado pelo noticiário político, dando conta de que o juiz foragido Nicolau dos Santos Neto poderia ser preso a qualquer momento. O temor era o mesmo da semana passada: que o juiz pudesse fazer revelações capazes de envolver o presidente Fernando Henrique Cardoso. Daí, a alta dos juros futuros e também a divisão de expectativas que se estabeleceram no mercado.
O Copom deixou uma grande lacuna ao não revelar qual a nova expectativa de inflação que justificou a queda da Selic. Por outro lado, foi claro na sua intenção de mostrar que a decisão não é afetada pela política e sim pelos fundamentos econômicos.
A Bovespa fechou o pregão em queda de 2,54%, com fraquíssimo giro financeiro de R$ 532 milhões. A queda da Selic poderá favorecer as bolsas hoje, se o cenário político doméstico não se complicar. O dólar voltou a subir ontem, fechando em alta de 0,39%, cotado a R$ 1,8040.

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