Mercado aposta que Copom mantém juros em 18,50%
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terça-feira, 21 de maio de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O mercado de juros futuros encerrou os negócios ontem mantendo a posição predominante de que a taxa Selic ficará onde está, em 18,50% ao ano, ao final da reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom). Algumas vozes ainda admitem a possibilidade de queda, mas já não encontram muito eco no mercado. Recentes declarações do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, indicando que o fraco nível da atividade econômica não é o único elemento a ser considerado pelo Copom, já tinham esfriado as apostas de queda dos juros.
Anteontem, a segunda prévia de maio do IGP-M aumentou o ceticismo, ao mostrar inflação de 0,58%, muito acima das expectativas do mercado. A decepção com este resultado superou a boa recepção dada à segunda prévia do IPC-Fipe, de 0,02%. No fim da tarde de ontem, já com os negócios encerrados, foi divulgado outro resultado salgado de inflação: o IGP-10 de maio fechou em 0,70%, mais perto do teto das previsões de mercado, que variavam entre 0,55% e 0,80%.
Profissionais de mercado ouvidos pela Agência Estado admitiram que, entre os fundamentos econômicos, há argumentos tanto para a manutenção dos juros quanto para a queda. Portanto, uma eventual queda da taxa Selic não seria exatamente uma surpresa. Mas considerando as últimas atas de reuniões do Copom e as variáveis que mudaram, para pior, entre a reunião de abril e a de agora - especialmente câmbio, risco país, petróleo - as instituições financeiras acham que a cautela deve prevalecer mais uma vez. Isso apesar de a fraca atividade econômica ser o maior argumento para a queda dos juros.


