As incertezas provocadas pela mudança no câmbio da Argentina pressionaram ainda mais o real, levando parte do mercado a apostar que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai elevar os juros com mais força na reunião que começa hoje e termina amanhã. O economista-chefe do ABN-AMRO Bank, Mário Mesquita, acredita numa alta de ‘‘no mínimo 0,5 ponto porcentual’’, e não ficará surpreso se a instituição puxar a taxa Selic em um ponto, para 17,75% ao ano.
As projeções de juros futuros já apontam uma esticada mais forte da Selic, superior a um ponto ponto porcentual, diz o diretor de Renda Fixa da BNP Paribas Asset Management, Marcelo Saddi Castro. A tarefa do Copom, no entanto, é das mais complicadas, uma vez que uma alta exagerada dos juros pode acentuar a desaceleração da economia, como lembra a economista Lidia Goldenstein, da MB.

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