Milho/crédito Redução de 17% A área do milho deverá recuar 17%, para 1,54 milhão de ha. O percentual de queda da produção (28%) é maior do que o do plantio porque os produtores com mais tecnologia e produtividade estão deixando a cultura, diz Vera Zardo, do Deral.
Difícil decisão Para indústrias e granjeiros, é uma decisão difícil fixar um mínimo. Se a quebra da safra for forte, o custo das importações será salgado. Se o preço do frango não reagir, qualquer elevação do milho já significa prejuízo.
Freio externo As operações foram feitas por US$ 94, em média. Nesse valor, descontando-se os custos de transporte e embarque, essas empresas vão receber R$ 10,50 por saca ao câmbio atual. Um pagamento acima desse valor nos contratos de opção é prejuízo.
Compromissos No embalo dos bons momentos das exportações de milho deste ano, cooperativas e empresas exportadoras já fecharam negócios para entrega de 500 mil t do produto entre fevereiro e abril. O preço acertado nessas operações inibe o aumento no valor interno dos contratos de opções.
Contas não fecham Os produtores esperavam a sugestão de R$ 13 por saca para os contratos de opção, ao contrário dos R$ 10 propostos nas últimas reuniões. Contratos de exportação já fechados para o próximo ano são o empecilho.
Pedido de revisão A cadeia do milho ficou de entregar ao governo um protocolo com propostas de incentivos. Esse protocolo deve incluir o valor básico da saca de milho para opções de venda na próxima safra. A indústria quer rever os valores já acertados.
Revisão do acordo? Os setores de produção e de consumo de milho voltam a se reunir na terça-feira, em Curitiba, para reestudar o preço básico da saca de milho a ser pago aos produtores na próxima safra. Na quinta-feira já tinham anunciado o patamar de R$ 10 por saca.
O Ministro interino da Agricultura, Márcio Fortes, anunciou ontem o aumento de 25% para o limite de crédito de custeio e EGF do milho para a safra 2001/2002 do Centro-Sul do país. O novo limite, que de R$ 200 mil passa para R$ 250 mil, com juros de 8,75% ao ano, não é cumulativo e, portanto, poderá ser liberado integralmente mesmo que o produtor já tenha obtido outro financiamento no Plano Agrícola e Pecuário.
Feijão preto A falta de feijão preto na região Sul está provocando alta de preço acima do normal, mesmo considerando a entressafra. O comerciante Cristiano Pianaro Ângelo, da Empacotadora Angelo Transporte Indústria e Comércio, de Rebouças, não encontrou vendedor a R$ 80,00/saca de 60 quilos. Depois de limpo e embalado, o varejo vai vender o produto ao consumidor por R$ 2,30/kg. Os atacadistas e empacotadores (de Irati, Curitiba, Ponta Grossa e outras praças) vendem o fardo de 30 kg a R$ 50,00. Mas isto varia conforme a época.
Feijão/RebouçasCristiano Pianaro, 35 anos no ramo, só se recorda de crise semelhante em 1997. A região só volta a plantar feijão em setembro. O produto será ofertado em outubro/novembro, exceção das propriedades que têm irrigação, que não são muitas no caso do feijão preto - ao contrário do feijão carioca que é cultivado no cerrado sob pivô central.
Feijão/Maringá O feijão carioca também tem problema de oferta, mas em menor proporção. Esta semana chegaram três carretas de carioca e Iapar (cores) vindos de Tocantins e Goiás. As carretas descarregaram em Maringá, grande centro cerealista. Preço médio do frete do Brasil-Central até o Noroeste do Paraná, R$ 60,00/tonelada. Veja preço do feijão na página 3.
Algodão A soja ganha área do algodão no Paraná. Segundo o Deral, serão semeados 61 mil hectares, 13,7% abaixo da área anterior. A produção poderá recuar até 21%, conforme esse primeiro levantamento do governo paranaense.
Feijão atrai Os preços do feijão também estão atraentes para os produtores. O produto, que teve aumento de 35% no primeiro semestre nos supermercados de São Paulo, vai ganhar área 15% maior na safra das águas. (Agência Folha/Vaivém das Commodities).

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