Algodão
Chuvas de ontem, em todo o Paraná, interromperam a segunda ‘‘cotação’’ nas áreas cuja colheita é manual. Mas isto não afeta qualidade da pluma. Oferta de algodão diminuiu esta semana. Preços recuaram um pouco. Preço máximo que era de R$ 9,75 na semana passada caiu para R$ 9,50/arroba.
Arroz
Ontem o ministro Pratini mandou um recado aos produtores de arroz do Rio Grande do Sul: não aceita pressão. Realmente, o governo não está propenso a atender às reivindicações dos arrozeiros (veja página 5). Se a Conab entrar no mercado comprando arroz, para enxugar o mercado, o preço sobe na semana seguinte. Em Mato Grosso o preço do arroz caiu com o aumento da oferta esta semana. Veja preços no quadro do Deral, desta página.
Feijão
O preço mínimo de R$ 30,00/saca e o máximo de R$ 40,00/saca para produto da última colheita não alterou esta semana. O mercado está bem abastecido e por isso os produtores temem nova queda no preço do feijão no interior. A volta da chuva faz alguns produtores do Médio Paranapanema a se aventurarem em plantio extemporâneo, apostando na crise do abastecimento em agosto. Mas é preciso respeitar o zoneamento agrícola do feijão.
Café
Mercado parado novamente ontem. A retração nos preços motivada pelo iminente fracasso no acordo de retenção dos estoques é compensada pela queda de temperatura. Mercado está sem negócios, mas não está calmo, a julgar pela expectativa dos corretores do eixo Londrina–Maringá. Veja preços da Bolsa, nesta página.
Milho
Chuvas de ontem podem animar plantios novos, feitos com pouca umidade das duas últimas semanas. Mas não acenam com safra significativa em setembro/outubro. Até lá os preços subiram muito por absoluta falta de milho. Quem tem o produto estocado procura mantê-lo, levando em conta perdas por ataque de gorgulho e caruncho. Mas a pressão para que o preço aumente é válida.
Soja
Chicago fechou em baixa novamente ontem. Mercado interno vive expectativa de demanda. Indústrias compram ‘‘da mão para a boca’’ e produtor oferta o mínimo possível. Mercado internacional não aceita novas altas.
Trigo
Preço do trigo estacionou esta semana nos R$ 15,90/saca (em Cascavel); R$ 16,00 (em Ponta Grossa) e entre R$ 15,00 e R$ 15,90, em Maringá, Campo Mourão, Londrina e Cornélio Procópio.
Boi gordo
Chuvas de ontem em todo o Estado não foram suficientes para reverter aumento da oferta de boi gordo. Preços que cederam na semana passada se mantêm estáveis, mas os próprios pecuaristas admitem novas altas. Mercado só acena com otimismo no longo prazo. Veja abaixo, preços praticados pelo Deral.
Reposição
O mercado de reposição, muito calmo, acompanha o preço da arroba. O bezerro nelore desmamado, com oito meses, ficou ontem em R$ 245,00; com 12 meses, R$ 280,00. Garrotes de 16 meses, R$ 310,00; de 18 meses R$ 340,00. Praças: Noroeste e Norte do Paraná.

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