Mentiras podem fechar as portas para um novo emprego
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - Dia 1º de abril é a oportunidade perfeita para se divertir contando uma mentirinha para os amigos, torcer para que eles caiam na brincadeira e dar boas risadas. A mentira só não vai colar se for na hora de passar por uma entrevista de emprego, o que pode trazer consequências desastrosas e vexatórias.
No entanto, ainda é comum os entrevistadores pescarem informações que não combinam com o que está retratado no currículo. A presidente da regional Paraná da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR), Daviane Chemin, disse que hoje as empresas têm um nível de exigência maior para a entrega de resultados, por isso, fica mais difícil esconder algum tipo de informação ou mesmo titulação.
O número de casos de mentiras diminuiu, mas ainda existe, disse ela. Daviane alertou que, ao mentir, o candidato ao futuro emprego toca em um valor fundamental para as empresas que é a confiança. Valores como cooperação, confiança e credibilidade são um diferencial hoje, destacou.
Para detectar as mentiras, as entrevistas ganharam um grau de profundidade maior. É impossível sustentar uma informação se a pessoa não tem histórias reais para contar, disse. Segundo ela, atualmente, os entrevistadores não perguntam apenas o que o profissional realizou, mas quais os resultados que obteve.
De acordo com Daviane, entre as mentiras mais comuns estão omitir o tempo de experiência em cada emprego, aumentar ou diminuir o valor do salário do último trabalho, colocar superior completo enquanto ainda está cursando a faculdade, citar o cargo que a pessoa pensa que exerceu no último emprego por achar que é mais qualificada que na realidade. Além disso, também há mentiras quanto a conhecimento de idiomas e não deixar claro se a pessoa está empregada no momento ou não.
Segundo ela, as mentiras são comuns desde cargos de auxiliar administrativo até diretor. Hoje, é comum fazer mais de uma entrevista, realizar dinâmicas de grupo e também usar métodos de avaliação de perfil ou potencial para selecionar novos funcionários.
"Contratar alguém que não tem o perfil que a empresa quer, traz consequências desastrosas, além do gasto financeiro, e desmotiva os outros trabalhadores, disse. Por isso, segundo ela, vale a pena investir na seleção. Se o candidato tem problemas de valores, não contrate. Já se a questão é técnica, há como qualificar, destacou.
A diretora da Potencial Desenvolvimento Humano e coaching, Melissa Camargo Kotovski, disse que a seleção dos candidatos tem ficado mais cara e demorada. É preciso ter recrutadores mais experientes para captar a mentira, disse.
Segundo ela, a mentira geralmente acontece por uma questão de proteção, de defesa. Melissa disse que às vezes, a pessoa se utiliza da mentira por insegurança, por não se sentir preparada para o cargo ou por ter autoestima baixa.
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