Curitiba - Menos da metade da população paranaense tem celular, o que para as empresas de telefonia móvel é um prato cheio. Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), relativo a fevereiro, o Paraná tinha cerca de 3,99 milhões de acessos móveis em operação, o que representa 39,71 celulares para cada 100 habitantes. A média é um pouco superior à brasileira (37,46%), mas menor que os demais estados da Região Sul. Em Santa Catarina, a proporção é de 44,45% e no Rio Grande do Sul de 56,27%.
De olho nessa fatia do mercado ainda inexplorada, as operadoras estão investindo na oferta de novos produtos e serviços. A Tim Sul, por exemplo, espera atingir 50% de participação no Paraná e Santa Catarina, em um prazo de dois anos. Hoje, a empresa reúne 3 milhões de clientes nos dois estados.
De acordo com o presidente da Tim Sul, Álvaro Moraes, o crescimento, no ano passado, em relação à 2003, foi de 1 milhão de clientes ou o equivalente a 50%. A estratégia da operadora, afirmou, é investir no que ele considera básico: cobertura e qualidade dos serviços.
Moraes acredita que a parceria com a matriz italiana, garante à Tim Sul maior agilidade na oferta de produtos e serviços inovadores. Ele citou como exemplo o ''Chame agora'', um sistema que envia para a pessoa que está tentando fazer uma ligação para um celular Tim uma mensagem avisando quando o aparelho chamado está disponível.
Para o gerente de comunicação da Vivo, João Ney Marçal Junior, a aposta da operadora em ''tecnologia de evolução'' fez com que a empresa conseguisse atingir, em 2004, crescimento de 52% no número de clientes do Paraná e Santa Catarina. A expectativa para este ano é de crescer, nacionalmente, de 25% a 30%.
Para isso, a Vivo também aposta na inovação dos serviços. Um deles, lançado recentemente, o ''Vivo Encontra'' que, com sistema de satélites GPS, permite aos usuários a localização de pessoas ou até visualização de um mapa da região em que está. ''A marca da Vivo é a inovação. O público é atraído pelas novidades. Por isso, vamos continuar apostando nisso'', afirmou a diretora de Comunicação Institucional, Elisa Prado.
Para o presidente da Sercomtel Celular, João Rezende, embora ainda exista espaço para conquistar o cliente, o mercado está mais competitivo em Londrina, devido ao número de operadoras. ''Apostamos nos serviços adicionais e no atendimento ao cliente. Por sermos uma empresa pequena (opera em Londrina e Tamarana), esse trabalho cotidiano tem um foco voltado para o cliente, oferecendo um serviço mais personalizado'', afirmou Rezende. A operadora tem 90 mil assinantes, detendo mais de 50% do mercado na cidade. Desses clientes, 60% utilizam o pós-pago - considerado mais rentável para a empresa. (Colaborou Vera Barão)

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