Conforme dados da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) com base em números do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o período de janeiro a maio de 2015 apresentou uma queda de 6,4% na inadimplência em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, em junho deste ano, a situação se inverteu, chegando a uma alta de 25% na inadimplência na comparação com junho de 2014.
A alta, na avaliação do consultor econômico da Acil, Marcos Rambalducci, está relacionada a um possível "acúmulo de despesas" do consumidor, proveniente de um "aumento generalizado dos preços de bens e serviços" nos meses anteriores, aliado ao crescimento do desemprego.
Não se sabe, entretanto, se em julho a situação se manteve a mesma. Na opinião de Rambalducci, nesse mês, há chances de ocorrer um decréscimo na inadimplência em função da concentração do índice em determinado período.
Em geral, o consultor acredita que o segundo semestre de 2015 será marcado pelo aumento da inadimplência e pela diminuição no número de pessoas retirando seus nomes dos sistemas de proteção ao crédito - seguindo a tendência do primeiro semestre, que foi de -4%. "Como a expectativa ainda está muito nebulosa e as pessoas estão mais precavidas em relação à diminuição da renda e do poder de compra, pode acontecer delas evitarem pagar as contas para ter uma reserva para o mês seguinte."
Na visão do consultor, o comportamento a ser adotado neste momento é ter consciência que o poder de compra diminuiu e se educar financeiramente. "Começar a administrar melhor as dívidas. E se possível, trocar a mais cara por uma mais barata ou usar o dinheiro da poupança para pagar as pendências."(M.F.C.)

mockup