Menor geração de emprego é sinal de alerta
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quinta-feira, 01 de março de 2012
Pedro Soares <br> <br> Folhapress 
Rio de Janeiro - Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a estagnação no crescimento da população ocupada nos últimos meses e em especial a perda de dinamismo do emprego industrial acendem um sinal de alerta e ''sugerem uma posição cautelosa'' em relação às previsões sobre a evolução do mercado de trabalho em 2012.
Segundo Carlos Henrique Corseuil, responsável pelo boletim ''Mercado de Trabalho - Análise e Conjuntura'' do instituto, o ano de 2011 foi marcado por um bom desempenho com redução da taxa de desemprego e menor informalidade, mas esses outros dois fatores indicam ''um menor otimismo e uma certa precaução''. Em ambos os casos, diz, trata-se de uma resposta ao menor ritmo de crescimento da economia - principalmente da indústria.
Corseuil disse que é ''típico do período e previsível'' que a geração de postos de trabalho seja mais fraca nos três primeiros meses do ano, o que provoca alta do desemprego. Só passada essa fase, avalia, será possível identificar melhor o rumo que o mercado de trabalho tomará neste ano. O Ipea não fez previsões sobre taxa de desemprego nem geração de vagas em 2012.
Em 2011, o total de pessoas ocupadas cresceu 2,1%, num ritmo menos intenso do que em 2010 (3,5%). Na indústria, o número de empregados cresceu apenas 1,2% na média de 2011, mas houve retração nos três últimos meses do ano. Em janeiro, o setor fabril voltou a contratar e a ocupação do setor subiu 0,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Para Corseuil, a redução da taxa de desemprego e a menor informalidade são os principais destaques positivos do mercado de trabalho no ano passado. Em 2011, a taxa média anual de desemprego ficou em 5,8%, abaixo de 6,6% em 2010. Já a informalidade caiu para 35,1% do total da força de trabalho na média de 2011. Esse percentual era de 44% em 2003.


