Menem e FHC vão debater integração pós-crise cambial
A reunião de cúpula presidencial de amanhã em São Paulo entre os presidentes argentino, Carlos Menem, e o brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, deverá ser fechada com declarações políticas e não com as decisões econômicas exigidas desde janeiro por setores produtivos na Argentina, segundo analistas.
Depois da crise brasileira, com a desvalorização de mais 40% do real, a Argentina pediu ao Brasil que anulasse os incentivos dados pelo país aos produtos exportados para o Mercosul, por considerar que este fator colocava em risco a integração regional.
Segundo os analistas, a eliminação dos subsídios brasileiros a suas exportações aparece como o tema central do encontro. O ministério da economia argentina está enfrentando, atualmente, uma das maiores dores de cabeça já esperadas: a avalanche de produtos brasileiros favorecidos pela desvalorização do real.
O ministro da Economia argentino, Roque Fernández, afirmou que não serão fixadas medidas unilaterais em relação ao Brasil, assim como decretada a proteção generalizada à indústria local. O ministro também preveniu que temos que aceitar a competitividade do país vizinho tendo como base seu potencial produtivo e sua eficiência, cabendo a nós desenvolver ao máximo nossa competitividade.





