Austeridade e apertar o cinto: pela primeira vez, desde que tomou posse há quase uma década, o presidente Carlos Menem teve que anunciar que os tempos de vacas magras chegaram à Argentina. Menem confirmou que o corte de US$ 1 bilhão realizado no orçamento deste ano também será aplicado no ano que vem. Além disso, o presidente declarou que o orçamento de 1999 terá que ser igual ao deste ano: US$ 41,5 bilhões.
‘‘Os ministros terão que fazer como Jesus: multiplicar os pães e os peixes e transformar a água em vinho para que possamos crescer’’, disse Menem durante um encontro de micros e pequenas empresas.
Do tom bíblico, o presidente passou depois para uma linguagem mais direta: ‘‘Os ministros e secretários de Estado terão que se conformar com o que têm, pois não há possibilidades de esbanjamento nem de jogar ‘‘manteiga para o teto’’ no atual momento’’. O recado de Menem veio após diversos pedidos de verbas dos ministros que provocariam um aumento no orçamento em US$ 4,5 bilhões.
Segundo o anúncio de Menem, os aposentados podem ficar tranquilos, já que não haverá nenhum corte nos US$ 20 bilhões destinados à previdência. O presidente Carlos Menem também pediu que os deputados aprovem rapidamente a reforma tributária argentina, que implicaria em um aumento dos impostos.

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