Arquivo Folha O presidente da Argentina Carlos Menem (foto) deve anunciar hoje, em Buenos Aires os projeto de reforma tributária, após a reunião de seu gabinete. A reforma, que será enviada ao Congresso imediatamente, está causando polêmica, mas contará com o aval do Fundo Monetário Internacional (FMI), que enviou uma missão ao país para observar a redação final do projeto. Analistas econômicos afirmam que governo precisa desesperadamente da reforma, pois com a atual estrutura de impostos, não é possível arrecadar o dinheiro necessário para cumprir as metas do pacto com o Fundo. A reforma, caso aprovada, entrará em vigor em março de 1999.
A reforma diminui e até elimina determinados impostos, e aumenta outros. Segundo o governo, a reforma ‘‘é neutra’’. Mas as contas demonstram o contrário: se, por um lado, o Estado argentino perderia uma arrecadação anual de US$ 4,6 bilhões com a reforma, por outro obteria uma arrecadação de US$ 6,1 bilhões, o que proporcionaria um ganho de US$ 1,5 bilhão. A reforma está sendo polêmica, e calcula-se que, ao passar pelo Congresso, sofrerá diversas alterações.

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