O agropecuarista Luiz Meneghel Neto assumiu essa semana a presidência da Associação Paranaense de Produtores de Sementes e Mudas (Apasem) tendo como meta o combate à pirataria de sementes no Estado. Ele assumiu no lugar de Ronaldo Vendrami. Para Meneghel, o que dá suporte as novas variedadess são os royalties pagos às instituições de pesquisas. ''Com a pirataria, os recursos deixam de ser repassados para as instituições e, o que é pior, as sementes não têm nenhum controle de qualidade, além trazer doenças já que não apresentam resistência às pragas'', explica Meneghel.
Dados apontam, segundo ele, que no Rio Grande do Sul 80% das sementes utilizadas nas lavouras são oriundas da pirataria, o que diminui a produtividade e inviabiliza o controle do Governo Federal. Os maiores fornecedores desse tipo de contrabando são a Argentina e o Paraguai, que comercializam as sementes com redução de custo em relação à semente convencional. O agropecuarista defende que os royalties sejam pagos por contribuir com a pesquisa. ''Isso não quer dizer que as cobranças devam ser abusivas''.
Favorável à comercialização da soja geneticamente modificada, que será liberada para o plantio na safra 2005/2006, Meneghel destaca que o produtor tem direito a escolha, mas o governo é quem deve criar mecanismos para fiscalizar o produto e certificá-lo. ''A soja transgênica é mais uma opção ao agricultor'', disse o presidente da entidade, prevendo que a transgenia vai possibilitar ainda a redução de custos com lavouras tradicionais. ''Em razão da competitividade, acredito que a diferença entre os custos será entre R$ 150 a R$ 200 o alqueire'', completa Meneghel.
Fundada há 34 anos, a Apasem é considerada hoje uma importante entidade de apoio aos produtores de sementes no Estado do Paraná, que participa com 25% da produção de grãos do País.

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