Apesar da projeção de que a movimentação entre as classes sociais seguirá intensa até 2015, o economista da USP, Celso Grisi, acredita que este ano ela deve acontecer com bem menos intensidade do que anteriormente. Ele salienta que o crescimento econômico do País foi ''medíocre'' no primeiro trimestre deste ano e que a inflação já acabou mostrando suas garras, variando entre 0,43% e 0,48% ao mês. ''A migração de classes sociais, o enriquecimento pessoal e as possiblidades de ganhos reais de renda são menores este ano'', avalia ele.
Mesmo o fato do governo ter tomado algumas medidas para aquecer as atividades econômicas, como a queda dos juros e o fomento da indústria, Grisi não acredita que estes consumidores vão agir de forma impensada desta vez. ''O consumidor está cauteloso com as ações, com a diminuição dos juros e a ampliação dos prazos. Muitos estão, agora, saindo de um endividamento enorme''.
Segundo o especialista, 50% das famílias brasileiras estão endividadas, o que compromete, em valor bruto, 30% do total da renda delas. ''Elas (as famílias) ficam com uma capacidade muito baixa de sustentar o consumo nacional'', complementa. (V.L.)

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