Melhores híbridos já estão em falta
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O aumento da área plantada de milho no Paraná e na Região Centro-Sul do País está provocando a escassez de sementes no mercado. Os produtores que deixaram para comprar a semente de milho agora, período que intensifica o plantio, estão com dificuldades de encontrar alguns híbridos, principalmente aqueles mais procurados pelo mercado. A orientação da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) é para que os produtores procurem substituir os híbridos que estão acostumados a comprar por outros, menos conhecidos do mercado, mas que apresentam a mesma produtividade.
Além do aumento da demanda de híbridos, muitos campos de cultivo de sementes cultivados durante o período da safrinha foram atingidos pelas geadas, que dizimaram a produção, informou o vice-presidente da Abrasem, Rogerio Rizzardi. Os campos estavam sendo preparados para fornecerem sementes para o plantio da safra de verão e infelizmente elas não vingaram, afirmou.
No ano passado, o plantio de milho no Paraná, durante a safra normal, consumiu 30.900 toneladas de semente de milho para um plantio de 1.545.000 hectares. A previsão esse ano é aumento mínimo de 15%, devendo acompanhar o aumento no plantio que deve se confirmar em 1.774.000 hectares, informou Rossana Catiê Godoy Bueno, engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral).
Apesar da escassez, Rizzardi destaca que não haverá falta de semente. Segundo ele, os híbridos mais disputados pelo mercado não são insubstituíveis. Os produtores devem procurar recomendação técnica que possa identificar outros híbridos tão bons que tenham a mesma produtividade daqueles mais procurados.
Para se ter uma idéia a semente de milho híbrido de alta tecnologia, específica para o plantio direto, teve uma alta de 21,7% nessa safra. O preço do produto que foi comercializado a R$ 76,00 a saca com 20 quilos, está sendo ofertada esse ano por R$ 92,50. Para o plantio convencional, a alta da semente foi de 19,3%, passando de R$ 48,00 a saca na safra passada, para R$ 57,00 na safra 2000/2001.
O superintendente técnico da Coamo, Claudio Rizzato, confirma a escassez de semente de híbrido. A cooperativa vem sendo procurada por outros fornecedores interessados na compra das variedades mais conhecidas dos produtores, mas também não tem essas sementes disponíveis nos postos de revenda.


