Melhorar renda agrícola é novo desafio da Faep
Da Redação
Ágide Meneguette foi reeleito ontem presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), com mandato por três anos. Este será o quarto mandato de Meneguette, e a chapa, única, foi mantida praticamente a mesma, com poucas alterações. Para o presidente Ágide Meneguette este novo período de sua gestão será marcado pela luta para a melhoria da renda do agricultor.
Segundo Ágide, embora a nova política tenha elevado o custo de produção da atual safra, se a defasagem cambial persistisse, as perdas dos produtores rurais teriam sido ainda maiores. A queda de preços pode parecer um episódio, mas na realidade é uma tendência desde a década de 70, afirmou, lembrando que a inflação, os subsídios dos anos 70 e 80, o câmbio subvalorizado do início dos anos 90, mascararam essas perdas, que se tornaram mais visíveis a partir de 1995, pelos efeitos do Plano Real.
De acordo com Ágide, o Governo Federal tem culpa pela situação de crise da agropecuária pela sua omissão ou inércia. Mas o diagnóstico, segundo ele, demonstra que a queda dos preços tem uma responsabilidade extremamente séria na crise da agricultura brasileira, que deve ser imputada à economia mundial, aos avanços tecnológicos e ao comportamento de países desenvolvidos que protegem seus mercados. Esta questão nos remete aos desafios enfrentados pelo Paraná: a mudança de escala de produção, em razão de novos padrões tecnológicos e a competição internacional e da nova fronteira agrícola brasileira, explicou.
Providências Segundo Ágide Meneguette, basicamente este seria o grande problema da renda rural. Para ele, a queda de renda pode ser resolvida ou amenizada com providências de ordem institucional e estrutural. No primeiro caso, o papel do Governo é relevante, uma vez que cabe a ele reduzir o Custo Brasil: tirar a tributação que pesa sobre a produção, dar condições para redução do custo do frete e das tarifas portuárias, melhorar a infra-estrutura, providenciar recursos para financiamento, impor medidas protecionistas sempre que nossa produção for ameaçada por subsídios ou por outra forma de distorção do comércio internacional.





