Melhoramento genético chega à propriedade com transferência de embrião
Na busca da melhoria genética do rebanho paranaense, a Secretaria da Agricultura investe em tecnologias de ponta, como a inseminação artificial e a transferência de embriões. Nos dois últimos anos, 225 mil vacas foram inseminadas, o que resultou no nascimento de 160 mil bezerros e bezerras com potencial genético melhorado em função desta técnica moderna de reprodução. O programa de inseminação artificial foi desenvolvido em 20 mil pequenas propriedades, cobrindo 85% do território paranaense.
Mais avançada que a inseminação artificial é a transferência de embriões, que permite em apenas um ano obter um animal com a mesma qualidade genética de seus pais. Enquanto com a inseminação artificial muitas vezes são necessários 15 anos até se obter um animal puro, na transferência de embriões este resultado é imediato, explica Lourival Uhlig, diretor do Depec.
Uhlig explica que através da inseminação artificial normalmente o pecuarista utiliza sêmen de touros melhorados para inseminar as vacas mais comuns que existem na propriedade. Com isso, a qualidade genética do touro vai melhorando a qualidade do plantel com o nascimento de bezerros e bezerras com características do touro doador do sêmen.
Só que neste processo, a vaca que recebe o sêmen nem sempre é de boa qualidade e, com isso, as características boas do reprodutor se misturam às caracterísitcas não tão boas da vaca, o que acaba retardando a melhoria do rebanho se comparada com a transferência de embriões, que é uma técnica mais moderna de reproduçaõ.
Ao contrário da inseminação artificial, na transferência de embriões a vaca que vai gerar o bezerro não contribui em nada com o seu código genético. Desta forma, ela pode ser uma vaca comum. O embrião é o resultado do cruzamento do sêmen de um touro de excepcional qualidade, que é inseminado numa vaca também de qualidade muito boa. A partir daí, é retirado o embrião pronto, que será introduzido no útero de uma vaca comum, que vai funcionar apenas como uma barriga de aluguel.
Para garantir o acesso a esta tecnologia de ponta ao pequeno produtor, a Secretaria da Agricultura repassou à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná (CCLPL) a Central de Transferência de Embriões, como sede em Castro, no Sul do Paraná.
Pelo contrato de transferência da central à CCLPL, 80% dos embriões produzidos devem ser utilizados na região de abrangência da cooperativa e os 20% restantes nas demais regiões do Estado. Este ano, as transferências de embriões realizadas pela central resultaram em 173 prenhezes confirmadas.
Anexo à Central de Transferência de Embriões, em Castro, a Secretaria da Agricultura mantém o Centro de Treinamento para Pecuaristas. No centro, grupos de pecuaristas recebem cursos com duração de cinco dias, onde aprendem técnicas de manejo do gado, como controle sanitário, alimentação e ordenha. Este ano, foram treinados 250 produtores.





