Brasília – A melhora no cenário externo foi o principal motivo que levou o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a reduzir os juros básicos da economia de 18,75% para 18,5% ao ano, na semana passada.
De acordo com a ata da reunião do Copom, a recuperação da economia dos Estados Unidos e a melhora na avaliação que investidores estrangeiros fazem sobre o Brasil foram os fatores mais importantes considerados pelos diretores do BC na hora de reduzir os juros.
Ao contrário do que havia ocorrido em fevereiro, desta vez a decisão do Copom foi unânime. Ou seja, os oito membros da diretoria colegiada do BC (sete diretores mais o presidente) concordaram com a redução dos juros.
Na reunião anterior, três membros do comitê votaram contra a redução de 0,25 ponto percentual, por considerar que ainda não havia sinais concretos de que a inflação estaria sob controle. Nas contas do BC, a manutenção dos juros em 18,5% até o fim do ano vai fazer com que a inflação fique em 4,4% em 2002.
Na reunião da semana passada, o Copom considerou que ‘‘já existem sinais claros da retomada da economia norte-americana, como o crescimento do PIB – no último trimestre de 2001 1,4% em relação ao trimestre anterior – e a queda na taxa de desemprego’’.
A retomada do crescimento nos EUA tende a favorecer o crescimento das exportações do Brasil, já que o país é o principal destino de produtos brasileiros. Com isso, o fluxo de dólares para o Brasil deve subir. Além disso, o Copom considera que o agravamento da crise argentina não afetou significativamente o Brasil.

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