A indústria brasileira fechou o primeiro semestre do ano com alta de 0,1% no emprego e queda de 2% no salário médio real dos trabalhadores. Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a queda no salário médio real – o salário da carteira de trabalho – é a pior desde 1991, quando o déficit do semestre foi de 6,6%. Também houve queda em 1999 de 1,7%, mas crescimento em todos os outros anos entre 91 e 99.
Em compensação, o emprego manteve em junho deste ano a tendência de alta dos últimos meses e garantiu seu melhor semestre desde 1995. No primeiro semestre de 99, a queda foi de 9%. A massa total de salários sofreu queda de 1,8% no semestre. É o melhor índice desde 1995: no primeiro semestre do ano passado, a redução do total de salários chegou a 10,5%.
No acumulado dos últimos 12 meses, houve queda nos três indicadores: emprego (2,8%), salário médio real (3%) e massa salarial (5,7%). O IBGE aponta a elevação do emprego no primeiro semestre de 2000 como um sinal otimista, que mostra a retomada da produção industrial brasileira.
O reaquecimento da indústria – com elevação do emprego no semestre, no quadrimestre e no mês – ainda não conseguiu, porém, superar os resultados negativos acumulados no último ano. O resultado do primeiro semestre deste ano é o segundo positivo desde 1989 e só fica atrás do de 1995, quando foi verificado um crescimento de 1,6%.
A taxa média de desemprego aberto em 2001 deverá cair para abaixo de 7% em razão do crescimento do País. A afirmação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. Desde 1998, a média anual do desemprego aberto medida pelo IBGE no Brasil é de 7,5% .

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