Cooperativas paranaenses confirmam a quebra de 40% na safra do trigo. Celso Carlos dos Santos, superintendente comercial da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), em Maringá, afirmou que a situação foi agravada pela diminuição da qualidade do grão, produzido em condições climáticas inadequadas. A cooperativa conseguiu colocar o trigo dos associados no mercado por causa do custo da mercadoria importada, valorizada pelo câmbio. ''Os moinhos compraram qualquer coisa.''
Apesar da quebra, a cotação favorável do cereal foi suficiente para recuperar a perda em produtividade. ''Mas quem colheu muito pouco ficou no prejuízo'', analisou.
Na Cooperativa Integrada, de Londrina, a queda na produção foi sentida nas moegas, com redução de 35% no volume recebido. ''Esperávamos receber 180 mil toneladas do produto, mas o volume entregue pelos cooperados não ultrapassou 115 mil toneladas'', contou o gerente de comercialização, Adir Dias.
Ele também ressaltou que os bons preços pagos aos produtores ajudaram a amenizar o prejuízo. A saca de 60 quilos chegou a ser cotada a R$ 38,00, enquanto o preço mínimo garantido pelo governo era R$ 17,10. ''Os preços foram os melhores dos últimos anos, mas quem perdeu mais de 50% da produção não conseguiu se recuperar'', analisou Dias.

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