Melhor é comprar a moeda antes
A professora Ângela Menezes, do Insper, recomenda que o turista leve pelo menos 60% do que pretende gastar em cash, cheque de viagem ou cartão pré-pago, deixando o restante para pagamentos com o cartão de crédito. Dessa forma, o turista pode aproveitar eventualmente a queda do dólar quando vier a fatura. ''Quem não quer correr risco cambial é melhor comprar a moeda ou carregar o cartão pré-pago, até porque está com uma taxa muito boa'', disse Menezes.
Para o professor de Finanças do Ibmec Gilberto Braga, quem planeja viajar e tiver recursos no momento deve aproveitar para comprar dólares agora. Segundo ele, a probabilidade de a moeda subir no curto prazo é maior do que a de ela cair ainda mais. ''Após as eleições, o governo deve anunciar novas medidas para conter a queda do dólar. Não dever ser nada radical, mas a moeda americana pode subir um pouco.''
O humorista Diogo Portugal, 41, que já viajou por América Latina, Europa, Estados Unidos, China e Japão, evita sacar dinheiro no exterior por causa das taxas. Ele conta que antes, por causa da maior instabilidade cambial, usava o cartão de crédito apenas em casos de emergência. Hoje, esse é seu meio de pagamento preferido no exterior. ''A taxa de conversão costuma ser mais atrativa, e eu ainda junto milhas para a próxima viagem'', disse.
A vantagem do cartão de crédito é que as cotações do dólar costumam ser um pouco melhores do que as de compra de moeda em espécie ou por meio de cheques de viagem, fechados no câmbio turismo. O risco é uma variação cambial brusca, pois o que vale é a cotação do fechamento da fatura. (Folhapress)





