Além de investimentos na bolsa, o diretor da Petra-Personal Trader Corretora de Valores, com sede em Curitiba, Gustavo Deodato, destaca que a melhor alternativa de aplicação de renda fixa da atualidade são os títulos do Tesouro Direto, cujas aplicações são a partir de R$ 200. ''São os mesmos títulos que compõem os fundos dos bancos, mas hoje podem ser adquiridos através de corretoras.'' A vantagem, segundo ele, é que esse tipo de investimento propicia maior segurança, já que são 100% garantidos pelo governo e com rentabilidade maior, enquanto os bancos garantem somente 20% do investimento. Antes esses títulos eram privilégio apenas das instituições financeiras.
A diferença entre as duas formas de aplicação também pode ser constatada na taxa de administração. Enquanto os fundos de renda fixa dos bancos cobram taxa de administração entre 4% a 5% ao ano, o custo dos títulos do governo sai por 0,9% ao ano. Desse total, 0,5% vai para a corretora e o restante para a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), que se responsabiliza pela guarda dos títulos e das ações caso, a corretora ''quebre''.
''Nesse caso, vale comprar o título diretamente do governo do que investir num fundo de renda fixa dos bancos que cobram taxa de administração maior'', recomenda Deodato. Ele salienta que o ideal é colocar em títulos do governo o dinheiro que o investidor pode precisar a curto prazo. ''No caso das ações, é ideal colocar o dinheiro que você não vai usar na sua subsistência, por exemplo'', aconselha.
Para aqueles que quiserem ter uma forma de previdência complementar, Deodato sugere a compra de um título atrelado à inflação. Segundo ele, é um investimento com liquidez garantida e o governo se compromete a comprar os títulos toda quarta-feira. Um exemplo são as Notas do Tesouro Nacional (NTN-C) que remuneram o IGP-M, mais 8,30% de prêmio. ''São muitas as vantagens, desde a rentabilidade superior a dos fundos até a garantia de 100%'', afirma.
Com R$ 22,4 milhões negociados no mês de dezembro, a Petra Corretora terminou 2004 como a corretora independente do Paraná com maior participação no volume total da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa). O volume financeiro que movimentou no período foi 44% superior ao intermediado pela segunda colocada e quase o dobro da terceira. (V.B.)

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