Contrariando estimativas internacionais e dados do IBGE, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a desigualdade histórica entre homens e mulheres no mercado de trabalho vai acabar no Brasil no prazo de 20 anos. De acordo com estudo do Fórum Econômico Mundial publicado em novembro, porém, a igualdade salarial entre os gêneros no mundo será alcançada apenas em 2186 - daqui 169 anos. No ranking elaborado pela instituição, o Brasil figura na 79ª posição de uma lista de 144 países.
O suposto alcance dessa igualdade no mercado de trabalho é uma das justificativas do governo para igualar a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres, proposta na reforma da Previdência que tramita no Congresso. Segundo Meirelles, a diferença salarial entre homens e mulheres jovens (de até 25 anos de idade) é praticamente inexistente.
Segundo cálculos do governo, nessa faixa etária elas recebem o equivalente a 99% do que é pago aos homens, em média. "As mulheres mais jovens já estão com remuneração igual à dos homens", afirmou o ministro. Estudos mostram, contudo, que a desigualdade salarial entre os gêneros cresce à medida que os profissionais avançam na carreira, uma vez que os homens tendem a ser mais promovidos e receber mais aumentos do que as mulheres.

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