Brasília A troca dos três diretores do Banco Central (BC) foi uma decisão ''técnica, gerencial e normal''. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, que negou qualquer pressão política para a mudança na diretoria. ''Nossa decisão foi tomada de forma tranquila, visando o bom funcionamento da instituição'', disse.
Apesar da negativa de Meirelles, a bancada do PT no Congresso pedira a saída de Tereza Grossi da diretoria de Fiscalização, durante encontro com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, há cerca de um mês. Na ocasião, o ministro teria dado indicações de que a diretora seria em breve substituída.
No entanto, segundo o presidente do BC, as manifestações do partido foram recebidas com tranquilidade e não influenciaram a decisão. ''Essa é uma movimentação absolutamente natural que os bancos centrais de todo o mundo fazem de maneira rotineira'', afirmou o presidente do BC.
Meirelles disse que os diretores que estão deixando o BC já tinham manifestado interesse, ainda durante o governo anterior, de mudar de carreira, mas não havia definição do momento em que isso seria feito.
Estão deixando o BC o diretor de Política Monetária, Luiz Fernando Figueiredo, que será substituído por Luiz Augusto de Oliveira Candiota; a diretora de Fiscalização, Tereza Grossi, que terá como substituto Paulo Sérgio Cavalheiro; e o diretor de Administração, Edison Bernardes, que será substituído por João Antônio Fleury Teixeira.
O anúncio da troca foi feito, anteontem, durante a reunião do Copom. Segundo Meirelles, não havia motivos para retardar a divulgação, pois a decisão já estava tomada. ''O processo estava amadurecido e a decisão tomada. Isso poderia dar margens a especulações e vazamentos'', disse.

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