Meirelles diz que Selic pode ser cortada
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que a queda na inflação vai permitir o corte da taxa básica de juros da economia brasileira a Selic.
Até agora, todos os recentes índices de inflação divulgados mostraram que a alta dos preços já perdeu fôlego em relação ao mês de novembro, quando atingiu seu pico.
O IGP-M índice que reflete primeiro a queda da cotação do dólar , por exemplo, atingiu 1,34% na primeira prévia de janeiro, segundo divulgou anteontem a Fundação Getúlio Vargas. Na primeira prévia de dezembro, o índice havia ficado em 2,61%, quase o dobro da taxa atual.
No entanto, Meirelles, em entrevista à GloboNews, não garantiu que, por conta disso, já está garantida uma redução dos juros já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central), que acontece dentro de duas semanas.
''Vamos cortar os juros quando verificarmos que a inflação está caindo e já houver uma convergência com a meta (de até 6,5% em 2003)''. Ou seja, ele deixou aberta a possibilidade de esperar mais para começar a reduzir a taxa Selic.
Meirelles também disse confiar na reabertura das linhas externas de crédito para empresas brasileiras. Segundo ele, o governo Luiz Inácio Lula da Silva já mostrou que haverá ''responsabilidade monetária', o que agradaria ao mercado.
Além disso, o presidente do BC disse que fatores externos como a pequena taxa de juros nos Estados Unidos (de 1,25%, a menor em 40 anos) também reduzem o número de bons negócios no mundo e aumentam a atratividade pelos papéis brasileiros.
Por esses dois fatores, Meirelles acredita que existe a tendência de que o mercado volte a se interessar por títulos e ações do governo e de empresas do País.


