Meirelles diz que meta de inflação pode ser discutida
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de abril de 2004
Agência Estado 
Nova York - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, admitiu ontem em Nova York a possibilidade de discutir a meta de inflação para 2005, atualmente em 4,5%, na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que será realizada em junho, apesar da questão ainda não estar em pauta. ''Em primeiro lugar, não está em discussão nenhum ajuste da meta de 2004. Ponto. Existe, sim, uma proposta de rediscussão da meta de inflação de 2005 e de fixação da meta de 2006. Nesta discussão, tenho dito com toda clareza que esse assunto não está na agenda do CMN, na medida em que a meta de 2005 foi fixada na reunião do Conselho em junho do ano passado. E que a reunião tem por finalidade fixar a meta de 2006. Portanto, essa questão não está na agenda. Se (esta questão) for incluída na agenda, certamente nós vamos discutir, vamos analisá-la'', declarou Meirelles.
O presidente do BC teve ontem uma agenda cheia de compromissos em Nova York. Reuniu-se com analistas logo cedo no Council of The Americas. Depois, teve encontros com representantes das agências de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) e Moody's.
Meirelles se encontrou com analistas em almoço promovido pela consultoria G-7 Group e terminou o dia com um encontro com os executivos do Citigroup William Rhodes e Stanley Fisher e um grupo de investidores. Ao longo do seu dia de compromissos em Nova York, Meirelles disse que a preocupação dos analistas e investidores foi a de se o Brasil poderia abandonar o curso atual das políticas da política fiscal e monetária, além do processo de ajuste das contas externas. ''Disse aos investidores que, na nossa avaliação, o Brasil continua seguindo na direção de disciplina fiscal e monetária, além do ajuste externo. Os números estão mostrando que o Brasil vai continuar nesse caminho virtuoso'', destacou o presidente do BC.


