Meirelles conversou com parlamentares em romaria ao Senado
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terça-feira, 17 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Ontem, véspera da sabatina a que será submetido hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e da provável aprovação de seu nome para a presidência do Banco Central, o ex-presidente do BankBoston Henrique Meirelles foi bem-sucedido na tarefa de se apresentar aos senadores. Ele conseguiu convencer os parlamentares, com os quais conversou, que está apto a comandar a instituição. A indicação de seu nome deverá ser aprovada hoje à noite pela maioria dos titulares da CAE, devendo ser ratificada pelo plenário amanhã.
Sobre a dúvida levantada pelo mercado de que não teria ''habilidades técnicas'' para exercer o cargo, Meirelles disse, durante a visita aos senadores, que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não o teria convidado se não tivesse certeza quanto à sua experiência e reputação. ''Estou aqui para responder a qualquer pergunta de forma tranquila e direta, independentemente do teor e do partido'', afirmou.
O que ficou patente nesses contatos é que Meirelles terá de responder, hoje, na sabatina da CAE, como conduzirá as políticas monetária e cambial do País de forma a compatibilizá-la com as promessa de campanha de Lula. ''Isso envolve mais crescimento, emprego e crescimento na área social'', resumiu o líder do PFL, senador José Agripino (RN). O ex-banqueiro evitou adiantar de que forma atuará no comando do BC, alegando que, em respeito aos senadores, falará sobre isso no momento oportuno.
Por coincidência, a mensagem do presidente Fernando Henrique Cardoso indicando o candidato de Lula para a presidência do Banco Central foi protocolada na secretaria-geral do Senado no mesmo tempo em que ele próprio chegava ao gabinete do líder do PT, Eduardo Suplicy (SP), acompanhado por assessores da instituição. Acessível, bem-humorado e extremamente seguro, Meirelles parecia confortável na romaria aos gabinetes, que virou praxe entre os indicados ao cargo.


