MEIO AMBIENTE RESPONSÁVEL
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Fernando de Barros 
Sim, vale a pena
É impressionante como a tecnologia é capaz de criar produtos para nosso conforto. No entanto, para a grande maioria deles, precisamos de energia para fazê-los funcionar. É a eletricidade, é o gás natural, é o petróleo que movem nossos equipamentos e nos dão maior qualidade de vida.
O problema é que muitas destas fontes de energia degradam o meio ambiente, causando perdas de biodiversidade no caso em especial das usinas hidrelétricas e a queima de combustível fóssil nas caldeiras com a emissão de CO2, o grande aliado do aquecimento global.
O Sol é fonte de luz e calor há muito tempo desprezado por arquitetos e engenheiros, que fecham os vãos dos imóveis e evitam a luz natural. Afinal, pensamos nós, o calor absorvido pelas construções é combatido facilmente pelo ar condicionado. E a pouca luz natural é resolvida com um simples toque no interrruptor.
Há vários anos, em especial em residências, usamos o aquecimento solar, mas muitos instaladores e construtores afirmam que não vale a pena. Alegam que os custos vão ficar elas por elas e complica muito a instalação hdráulica de uma construção.
A tecnologia avançou muito, e estes equipamentos hoje são muito mais eficientes. Captam energia gratuitamente do Sol, o que permite que usemos o aquecedor elétrico apenas nas ocasiões em que temos dias seguidos de chuva, para então elevarmos a temperatura da água ao ponto ideal para o banho.
O projeto correto de uma instalação solar é fundamental. A área das placas solares, o volume de água quente a ser armazenada e a sua distribuição nos imóveis são fatores básicos para uma instalação eficiente e econômica.
Parece que não pensamos na conta de luz quando, sem remorso, usamos o chuveiro elétrico, que tem um enorme consumo de energia. Esquecemos que, para aquela energia chegar a nossa casa, uma grande área teve que ser inundada para viabilizar uma hidrelétrica, com graves problemas de desmatamento, com enorme perda de biodiversidade.
O uso de aquecedores solares começa a tomar conta das novas construções. Nos prédios, por exemplo, o que circula dentro das placas solares e é armazenado no reservatório superior não é mais água, e sim um fluido parecido com o que colocamos no radiador de nosso carro.
Esse fluido esquenta com o calor do Sol a altíssimas temperaturas e desce em uma prumada no prédio, aquecendo a água dos apartamentos através de trocadores de calor instalados nos mesmos.
Que solução simples e econômica! Conta de luz no final do mês mais baixa e menor impacto ao meio ambiente. Viva o Sol.
Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental e responsável técnico da Master Ambiental.
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