Meio Ambiente não pretende punir produtores
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sexta-feira, 01 de abril de 2011
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse ontem em Curitiba que não há a intenção de punir os produtores rurais que cumprirem a legislação ambiental e trabalharem dentro de uma produção sustentável. ''Não há interesse em paralisar a produção e impedir o acesso ao crédito. A lei é que tem que ser clara'', afirmou. Segundo ela, o objetivo é construir um Código Florestal forte e permanente. ''Queremos um Código que resolva as injustiças do passado e olhe para o futuro'', destacou.
No dia 5 de abril, os agricultores de todo o País já marcaram de se reunir em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para fazer uma manifestação a respeito do Código Florestal junto à Câmara Federal. A organização é da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para reivindicar a votação do substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) ao Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal.
Segundo a ministra, a meta não é anistiar o desmatamento, mas fazer a regularização das propriedades. ''Não existe agricultura sem meio ambiente'', disse. Ontem, ela esteve na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para ouvir os empresários a respeito do Código Florestal. ''O Paraná é um importante ator em reservas florestais'', afirmou.
Ela contou que está fazendo ''corpo a corpo no Congresso'' na interlocução política a respeito do Código. Quando questionada sobre a data que o Código será votado, ela afirmou que ''o prazo é do Congresso''. ''Queremos dar segurança jurídica para todos. A grande maioria quer produzir dentro da lei'', disse. A ministra veio ao Paraná principalmente com o objetivo de ouvir os empresários e dialogar. A meta, segundo a ministra é que o texto do Código concilie todos os interesses e seja uma lei sólida. ''Meu papel é de interlocução no Congresso entre ambientalistas e ruralistas'', afirmou.
''Vim buscar o diálogo no Paraná'', disse. ''A discussão ambiental não pode ser colocada no 'achismo', temos que ser sólidos e falar de sustentabilidade a partir de toda a sociedade'', afirmou.


