Megaoperação combate fraude de R$ 1 bilhão ao Fisco
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
Com o objetivo de combater uma organização criminosa que negocia produtos químicos suspeita de fraudar o Fisco e que agia em praticamente todo o País - incluindo o Paraná -, a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram ontem a Operação Alquimia. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 1 bilhão.
Os órgãos detectaram indícios de crimes durante as investigações sobre a prática de sonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
As investigações tiveram início quando a RF detectou indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo. Havia também a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como ''laranjas''. De acordo com a assessoria da Receita Federal em Minas Gerais, o grupo tem sede em Juiz de Fora (MG). Conforme a Polícia Federal, das empresas diretamente envolvidas na apuração, pelo menos 50 são ''laranjas''.
A organização investigada é gigantesca. Segundo a assessoria da Receita, o grupo seria composto por quase 300 empresas nacionais e estrangeiras - a maioria destas sediada nas Ilhas Virgens Britânicas - que compram e vendem produtos químicos.
Segundo a Polícia Federal, a ação foi repercutida, simultaneamente, nos estados de Paraná, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e no Distrito Federal. A Receita Federal, por sua vez, conduziu a Operação em 12 Estados. Conforme a PF, a Operação desarticulou organização criminosa formada por empresários estabelecidos principalmente na Bahia e São Paulo.
No Paraná, foram cumpridos mandados mas até o fechamento desta edição a Receita não havia detalhado as cidades nem se foram feitas prisões. No País, deveriam ser cumpridos 31 mandados de prisão, 63 conduções coercitivas e 129 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa. A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais, ouro e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.
A reportagem entrou em contato com a Receita e Polícia federais, ambas em Minas Gerais, porém, as assessorias informaram que os representantes irão se manifestar somente após a conclusão da Operação, quando será divulgado o balanço. Ainda conforme as assessorias, a ação pode se estender por mais dias.
Participaram da operação cerca de 90 auditores fiscais da Receita Federal e cerca de 500 policiais federais.


