Ney de SouzaGrupo Jebai, de eletrônicos, optou por Santa Terezinha de ItaipuA esperança de reverter o quadro de industrialização incipiente de Foz do Iguaçu reside na consolidação de um complexo integrado por dois portos, uma ferrovia, uma hidrovia, uma rodovia duplicada até o Sudeste do Brasil e outra, até o porto de Antofogasta (Chile). Todos estes projetos ainda não saíram do papel. Mas, com a intensificação do movimento de cargas ocorrido após o Tratado do Mercosul, em 1995, as obras passaram a ser estratégicas para todos os países-membros e os associados.
‘‘Quando este complexo estiver em funcionamento, Foz terá uma condição única no País e certamente os industriais irão usufruir destes benefícios para produzir aqui’’, teoriza Eron Marchiori, secretário de Indústria e Comércio do município. De acordo com Marchiori, o perfil das indústrias será a de processamento de matérias-primas ou montagens de produtos eletro-mecânicos. ‘‘Será muito vantajoso industrializar ou montar a carga no meio do caminho entre os principais centros consumidores’’, acredita.
O porto multimodal, que será dois pontos de intersecção e conexão de rotas de transporte às margens do Lago de Itaipu e no Rio Paraná, ao sul da grande hidrelétrica, deve ser instalado em, no máximo cinco anos, quando a hidrovia Tietê-Paraná estiver transportando um volume considerável de carga e a extensão da Ferroeste for concluída (o trecho Cascavel-Foz deve estar pronto em 1999).
Além disso, os investimentos na duplicação completa das rodovias BR-277 e na BR-369 (que devem ser finalizados na próxima década) possibilitarão um incremento no tráfego de mercadorias entre o Extremo-Oeste paranaense, a região metropolitana de São Paulo e o interior paulista. Nas imediações dos cais do Porto Multimodal, tanto o abaixo quanto o acima de Itaipu, se tornarão excelentes áreas para o desenvolvimento de um importante parque industrial para manufaturados e agroindústria’’, aposta Marchiori. (L.F.M.)

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