A administradora de bens Megacred irá encerrar suas atividades. A empresa, que era responsável pela administração de bens tanto de pessoas físicas como jurídicas, não terá condição de pagar o que deve aos seus credores. Uma auditoria ainda está sendo realizada para avaliar a condição financeira da Megacred, mas estima-se que o déficit no caixa pode chegar a R$ 100 milhões. O Banco Central estuda a possibilidade de realizar uma intervenção na empresa.

Gerenciada pelos irmãos Albanor Gomes (prefeito de Araucária) e Rodrigo Gomes (ex-presidente da Banestado Corretora), a administradora faz parte de um grupo que reúne uma agência de turismo, uma distribuidora de títulos imobiliários e uma empresa de factoring (negociação de duplicatas de outras empresas).

Segundo o advogado da Megacred, Mozart Andreoli, a análise final da situação financeira da empresa irá decidir se a empresa irá entrar em concordata ou pedir falência. Na concordata, a empresa terá um prazo de dois anos para pagar suas dívidas, corrigidas monetariamente e com juros de 1%. Nesse caso, 40% do montante dos compromissos devem ser quitados no primeiro ano de concordata.

Caso a falência da empresa seja decretada, não existe prazo para o pagamento da dívida. Todos os ativos da Megacred seriam vendidos, e na hipótese da quantia levantada não atingir o total devido, os credores receberiam uma quantia proporcional ao valor do crédito que têm com a administradora.

Andrioli explicou que a solução teve que ser tomada devido à pressa dos credores em receberem seus pagamentos. ''Anteontem, não houve condições de efetuar dois pagamentos. A médio prazo, o problema poderia ser contornado. Mas a notícia se espalhou, e todos queriam receber imediatamente'', explicou.

Os funcionários da Megacred receberam dispensa no final da tarde de quarta-feira. Apenas os responsáveis pela segurança da empresa continuam trabalhando. Os responsáveis pela empresa não foram encontrados ontem pela reportagem da Folha para dar sua versão dos fatos.

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