Medidas surpreendem donos de postos
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2002
Guto RochaReportagem Local 
O aumento anunciado pela Petrobrás e, depois, a desautorização de FHC, surpreenderam os empresários. Em Londrina, o proprietário do Posto Londrina VI, Eduardo Dias, afirmou que ficou assustado, ontem, ao ser informado pela distribuidora Texaco, que fornece o produto para o seu estabelecimento, que os preços do combustível que ele receberá na segunda-feira virá com uma alta entre 2,5% e 3%. Estranhei porque na época que houve determinação de se baixar o preço da gasolina o governo fez o maior estardalhaço. Agora que é para elevar o preço ele não comunicou os consumidores, afirmou. Segundo o proprietário do posto, a elevação pelas distribuidoras inevitávelmente acabará chegando aos consumidores. A expectativa é de que os preços na bomba tenha uma elevação de cerca de R$ 0,03, afirmou.
Dias disse - antes de tomar conhecimento do veto - que o argumento da Petrobras de elevar o preços da gasolina para alinhar o preço com os competidores não tem fundamento. A Petrobras é a única que refina petróleo no Brasil e repassa a gasolina para os distribuidores. A gasolina importada ainda é cara para competir com o produto nacional, argumentou.
O proprietário do posto observou que o governo não atingiu a meta de reduzir em 20% o preço do combustível. Ele afirmou que o preço da gasolina teve uma queda de 13,7% em Londrina em relação ao preço praticado em dezembro, quando o governo anunciou a intenção de baixar os preços.
A Petrobras, segundo a assessoria de imprensa, afirmara que a elevação foi um alinhamento com os preços de seus concorrentes no mercado internacional. Ao definir o valor de janeiro, a Petrobrás contou com o barril do petróleo a US$ 18,50. Agora, o preço está próximo dos US$ 20.


