A indústria não terá outra saída a não ser repassar o aumento de tributação, até por uma questão de custos, segundo o advogado tributarista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Gilberto Gilberti. De acordo com ele, os segmentos que vão sofrer mais são alimentos, bebidas, higiene e limpeza e a linha branca. O aumento de ICMS ainda envolve outros setores como material escolar, vestuário e calçados.
Com a elevação do imposto, uma garrafa de água mineral de 500 ml que tinha alíquota de 12% vai para 18%. Assim o produto que custa cerca de R$ 2,50 no varejo deve ir para R$ 2,65. Um sapato que custa R$ 100 passará a R$ 106, por exemplo, com a nova alíquota. Já para produtos de higiene pessoal e limpeza a alíquota vai de 12% para 25%. Para Gilberti, o pacote do governo pode levar à diminuição do faturamento da indústria.

IPVA
No caso do IPVA, a alíquota passa de 2,5% para 3,5%, do valor do automóvel e o desconto para pagamento à vista cai de 5% para 3%. Segundo informações do governo, o boleto para pagamento do tributo que era enviado em janeiro para a casa do contribuinte, neste ano, vai chegar em abril.
O professor Lucas Dezordi disse que com a diminuição do desconto para o pagamento à vista vale a pena deixar o dinheiro aplicado e pagar o imposto parcelado em cinco vezes. Ele acredita que o aumento da alíquota para 3,5% pode elevar a inadimplência. O outro custo sobre o transporte é o aumento da gasolina. O presidente do Sindicombustíveis-PR, Rui Cichella, disse que a alta do ICMS deve ser repassado. Sobre um litro de gasolina hoje em R$ 2,90, o aumento aproximado seria de R$ 0,02 por litro. (A.B.)

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