O tamanho da mordida do leão a partir de 2002 ainda é um mistério, pois a queda-de-braço entre governo e congressistas ainda está longe de um fim. Mas se programar para enfrentar a fera no próximo ano pode resultar em alguns reais a mais no bolso.
Para quem investe em ações, de acordo com o advogado tributarista Vinícius Branco, um bom começo é pensar se vale a pena manter esses papéis em sua carteira. A partir de 2002, o Imposto de Renda que incide sobre esse tipo de aplicação vai subir de 10% para 20% dos ganhos. ''Se uma ação já lhe rendeu bons ganhos e não tem um grande potencial de valorização, melhor colocá-la à venda para não correr o risco de pagar mais imposto sobre um lucro menor'', diz Branco.
Segundo a advogada tributarista Elizabete Libertuci, também pode render alguns trocados vender papéis que estão dando prejuízo para compensar o IR devido sobre o ganho obtido com outros papéis. ''Mas só aconselho para quem estiver convencido de que o papel não vai se recuperar.'' Por outro lado, a Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) promete lutar para derrubar esse aumento da tributação sobre aplicações em Bolsa. ''É preocupante pensar que os investidores possam vender os papéis neste ano e migrar para a renda fixa. Uma tributação igual para os dois mercados é a morte da Bolsa'', diz Alfried Plöger, presidente da entidade.
O conselho de Otávio Augusto de Azevedo, supervisor da área de IR do IOB Thomson, é antecipar as despesas médicas necessárias para este ano para que elas possam ser deduzidas na declaração do começo de 2002. O dentista que você vem adiando visitar pode ser consultado em 2001 para que abater no próximo ano.
Gilberto do Amaral, presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), recomenda fazer uma prévia da declaração ainda este ano. ''Isso ajuda a decidir qual declaração é melhor, a completa ou a simples.

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