Se as medidas anunciadas pelo governo federal não são populares à população, ao menos apontam para a possibilidade do cumprimento do superavit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), previsto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Tão logo consiga, deve conter o Risco Brasil e encorajar empresários internacionais em aportar recursos por aqui", diz o economista Celso Grisi.
Para o integrante do Conselho Regional de Economia (Corecon) do Paraná, Carlos Magno Bittencourt, a correção de erros do passado favorecerá o País, mas somente a partir de 2016. "Com o superavit, o Brasil começará a estender o tapete para crescer de forma sustentada."
Por outro lado, o professor de economia Azenil Staviski considera que as medidas são impopulares mesmo em médio e longo prazo. "Nossa carga tributária já é alta. Se aumenta os impostos e os juros, aumenta o custo de produção e o custo do capital, o que inibe os investidores", diz, ao cobrar que o corte de gastos deveria anteceder tais ações. (F.G.)

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