São Paulo - As medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para conter a alta do dólar não agradaram a indústria. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, o aumento de 5 pontos porcentuais das alíquotas de depósito compulsório à vista, a prazo e de poupança pode reduzir o nível de atividade da economia.
A Fiesp acredita que, com menos dinheiro em circulação para as compras de fim de ano, a situação financeira de muitas empresas irá se agravar. ''Qualquer esperança de recuperação acaba de ser jogada na lona'', disse Piva, em nota oficial. ''Não se pode subestimar os custos de uma redução adicional da liquidez quando as empresas sofrem violentíssima compressão de margens e o crédito está empoçado no sistema financeiro.''
Para o presidente da Fiesp, o governo deveria limitar-se a usar medidas administrativas, como a redução da capacidade de compra de dólares pelos bancos - que foi utilizada no início da semana e aprofundada agora -, e a intervenção no mercado, com a venda pontual de dólares.
Os efeitos mais temidos pelo setor produtivo - a queda na oferta e o encarecimento do crédito - devem demorar ainda alguns dias para ocorrer, na opinião do vice-presidente da Associação Brasileira de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), José Arthur Assunção.

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