Medidas melhoram rentabilidade dos fundos
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segunda-feira, 19 de agosto de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O pacote de medidas do Banco Central, anunciado na quarta-feira passada, com o objetivo de diminuir a oscilação dos fundos e atrair de volta o investidor, surtiu efeito positivo na rentabilidade dos fundos no primeiro dia de vigência. Segundo dados do site Fortuna, em 15 deste mês os fundos DI e de renda fixa renderam, em média, 0,09% ao dia, 28,57% a mais do que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, título negociado entre os bancos e utilizado como referência do mercado de renda fixa), que variou 0,07%.
Entre os fundos mais rentáveis daquele dia, os ganhos foram ainda mais expressivos. Na categoria DI, o fundo Dresdner DI rendeu 0,30% e o Itaú Institucional DI FIF, 0,28%. Na de renda fixa, os destaques foram o Itaú-Matrix PS FIF, com 0,23% de rendimento, e o Nossa Caixa FIF Renda Fixa, com 0,22%.
Na quarta passada, foram anunciadas basicamente duas medidas para melhorar o desempenho dos fundos. Uma delas é que os gestores não precisam mais contabilizar os títulos em carteira com menos de um ano pelo valor de mercado, como havia sido determinado no final de maio pelo Banco Central. Isso agora pode ser feito com base na curva de juros prometida pelo emissor. A outra medida é que o Banco Central fará, periodicamente, leilões de recompra de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), o principal papel que lastreia a carteira dos fundos DI.
A saída de recursos dos fundos, no entanto, não se alterou. Os fundos DI e de renda fixa continuam tendo mais saques do que entradas. No dia 15, os DI apresentaram captação líquida negativa de R$ 467 milhões e os renda fixa, de R$ 843,3 milhões. No ano, já saíram R$ 25,3 bilhões da categoria renda fixa e R$ 21,3 bilhões da DI.


