Das Agências
De Foz do Iguaçu
Os governo de Brasil e Paraguai anunciaram ontem medidas de combate ao contrabando que decretam o fim dos sacoleiros – uma atividade que já chegou a movimentar US$ 12 bilhões por ano só em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu. O arrocho da Receita sobre os sacoleiros deve acabar de vez com um ciclo econômico que por duas décadas mexeu com toda a economia fronteiriça e manteve no mercado informal milhares de vendedores no País.
Entre as medidas, está a que restringe o Imposto de Importação de US$ 150 aos turistas. A Receita quer diferenciá-los dos sacoleiros, que vão ao Paraguai apenas em busca de mercadorias destinadas ao comércio informal no Brasil. Isso ocorre, por exemplo, com grande parte do contrabando de cigarros, que causa ao País uma perda em torno de R$ 1 bilhão de impostos por ano.
Ontem, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, se reuniram com quatro ministros do Paraguai e com o presidente do Banco Central do país vizinho para tratar do assunto.
Foi fechado acordo que prevê empréstimos do Brasil ao Paraguai que somam US$ 492 milhões e ainda a promessa de que serão adotadas medidas para estimular investimentos brasileiros no país vizinho. Em troca, o Paraguai aceitou a fiscalização brasileira sobre mercadorias importadas por empresas paraguaias e que entram pelos portos e aeroportos brasileiros. Também concordou em adotar medidas para combater o comércio ilegal e a falsificação de cigarros, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.

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