O plano de redução maciça dos impostos das empresas japonesas e a emissão de obrigações do Estado no valor de US$ 77 bilhões anunciado ontem animaram ontem quase todos os mercados da Ásia. ‘‘A recessão da economia japonesa dura tanto tempo que começa a ter um efeito muito adverso nas economias da região’’, disse ontem, em Bangcoc, o analista do Bangkok Bank, Nimit Nonpapunthawat, para quem a decisão japonesa, foi ‘‘tomada a tempo’’.
Os mercados de valores de Manila e Auckland foram as únicas exceções à tendência positiva liderada pela Bolsa do Japão, que subiu 3,5%. O volume dos cortes anunciados foi recebido como um sinal de que o governo finalmente percebeu a gravidade da situação, estimaram os operadores.
O anúncio de uma intervenção do Banco do Japão de US$ 2 bilhões, sua primeira ação de apoio à moeda nacional desde 1992, fez o iene se situar no fechamento em 126,80 por dólar contra 130,75 de ontem. O iene arrastou em sua alta as demais moedas da região cujos valores não pararam de cair desde o começo da crise em julho.
O dólar de Cingapura subiu a 1,6780 por dólar contra 1,6885. O ringgit da Malásia subiu a 3,8450 por dólar contra 3,8800. O dólar de Taiwan, que ontem tinha caído a seu nível mais baixo em 10 anos, subiu 0.9% em relação ao dólar anteontem. Até o peso filipino, em queda livre há cinco dias, se recuperava lentamente no fechamento, situando-se a 39,77 em relação ao dólar contra 40,21 do dia anterior.
As bolsas também tiveram um dia de recuperação ontem. Jacarta subiu 3,4%; Hong Kong, 3,3%, Cingapura 0,5%, e Kuala Lumpur 2,3%. Sidney fechou em alta de 1,9%; Seul subiu 3,5% e o índice de Bangkok, 1,6%.

mockup